9 de junho de 2019

Crônicas do varal da casa ao lado

CAPA CRONICAS DO VARAL DA CASA AO LADO]

Material para imprensa aqui

Um jornalista observa o cotidiano da vizinha do seu local de trabalho por cima de um muro baixo. A vida da moradora é exposta através das roupas colocadas para secar ao sol. Uma relação que amadurece sob as torres de transmissão do bairro que abriga as emissoras de TV e de rádio na capital paranaense. Este é o fio condutor de Crônicas do Varal da Casa ao Lado, quinto livro do escritor Luiz Andrioli.

 

 

Book trailer

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Luiz Andrioli é escritor, jornalista e empreendedor cultural. Pós-graduado em Cinema, Gestão Empresarial e Mestre em Literatura. Autor dos livros O Circo e a Cidade (2007), A Menina do Circo (2008), O Laçador de Cães (2012), e O Silêncio do Vampiro (2013). Para Teatro, escreveu Não Só as Balas Matam (2001) e O Casamento da Filha do Palhaço (2019). É proprietário da editora Prosa Nova.

“Seu varal era uma nova história que eu observava e me ajudava a traduzir algo de mim, um tanto dos meus desejos de estar do outro lado, no meio daquele jardim cuidado espontaneamente nas últimas décadas. Parafraseando Balzac, Dona Júlia poderia ser eu”.

 

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Clique nas imagens ao lado e baixe a versão em PDF (grátis) ou para ouvir o audiolivro narrado pelo autor.

 

 

Vídeo-crônicas dos textos de abertura e encerramento do livro

Casas fora de contexto

Eu gosto de observar estas casas antigas de madeira que insistem em sobreviver no meio do concreto vertical. Eu as chamo de “fora de contexto”. Elas parecem contar uma história de um tempo que já passou e que hoje é abafado pela grandiosidade dos prédios que lhes fazem sombras. O muro destas casinhas protege o que não pode ser roubado: são cofres cheios de lembranças.

O inventor de biografias

Eu nunca vi alguém com tanto orgulho de algo como ele tinha de suas rugas. Para o meu velho avô, cada expressão fixada no seu rosto contava uma história. Ele as percorria com o dedo como quem segue as estradas em um mapa para relembrar as viagens que fez na vida. Seu rosto era um diário vivo de suas experiências.