O Brasil encurtou a distância para os países ricos em 20 anos — mas quatro de cada cinco pontos dessa aproximação em Matemática vieram da queda da OCDE, não do avanço brasileiro. A leitura completa dos dados oficiais do Inep, área por área.

O Brasil encurtou a distância para os países ricos em 20 anos — mas quatro de cada cinco pontos dessa aproximação em Matemática vieram da queda da OCDE, não do avanço brasileiro. A leitura completa dos dados oficiais do Inep, área por área.
O resultado do Pisa 2025, divulgado pela OCDE e pelo Inep em 8 de setembro de 2026, permite duas manchetes verdadeiras e opostas. A primeira: o Brasil está entre os dez países que mais avançaram em proficiência desde 2006. A segunda: em Matemática, a nota de 2025 é a pior desde 2006 e está estatisticamente abaixo da de 2012.
As duas saíram no mesmo dia, e as duas estão certas. Este texto usa a apresentação oficial do Inep — não o resumo da imprensa — para separar o que de fato avançou, o que ficou parado e o que recuou, área por área.
Antes de qualquer número, a chave de leitura que resolve a contradição: a distância entre o Brasil e os países ricos encurtou muito mais porque eles caíram do que porque nós subimos.
Quais foram as notas do Brasil no Pisa 2025?
O Brasil fez 408 pontos em Leitura, 377 em Matemática e 409 em Ciências. As médias da OCDE foram 466, 469 e 486.
A tabela abaixo é a série completa, como o Inep a publicou. É ela que sustenta todo o resto do texto.
| Ano | Leitura OCDE | Leitura Brasil | Dif. | Mat. OCDE | Mat. Brasil | Dif. | Ciên. OCDE | Ciên. Brasil | Dif. |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 2000 | 500 | 396 | 104 | — | — | — | — | — | — |
| 2003 | 497 | 403 | 94 | 502 | 356 | 146 | — | — | — |
| 2006 | 495 | 393 | 102 | 501 | 370 | 131 | 503 | 390 | 113 |
| 2009 | 499 | 412 | 87 | 502 | 386 | 116 | 506 | 405 | 101 |
| 2012 | 501 | 407 | 94 | 499 | 389 | 110 | 505 | 402 | 103 |
| 2015 | 497 | 407 | 90 | 496 | 377 | 119 | 497 | 401 | 96 |
| 2018 | 493 | 413 | 80 | 496 | 384 | 112 | 493 | 404 | 89 |
| 2022 | 482 | 410 | 72 | 480 | 379 | 101 | 491 | 403 | 88 |
| 2025 | 466 | 408 | 58 | 469 | 377 | 92 | 486 | 409 | 77 |
| Variação 2006 → 2025 | −30 | +15 | −44 | −32 | +7 | −39 | −17 | +18 | −36 |
Duas leituras saltam da última linha. A distância caiu nas três áreas, o que é real. E a coluna do Brasil mostra por que a comemoração precisa de ressalva: +15, +7 e +18 pontos em vinte anos — contra quedas de 30, 32 e 17 pontos do outro lado.
O detalhe técnico que muda tudo está nos pontos do gráfico. O Inep marca com ponto cheio as edições cuja média é estatisticamente diferente da de 2025, e com ponto vazado aquelas em que a diferença cabe dentro da margem de erro. Traduzindo: ponto vazado significa “empate técnico com 2025”.
Nas três áreas, tudo o que veio de 2009 em diante é ponto vazado. O Brasil não se move de forma estatisticamente comprovável há dezesseis anos.
Do outro lado da comparação, a própria OCDE registrou o que a linha cinza do gráfico mostra: a edição de 2025 marcou a menor média já observada pela organização nas três áreas principais desde que o Pisa existe.
Em que posição o Brasil ficou no ranking do Pisa 2025?
O Brasil ficou em 71º lugar em Matemática, 67º em Ciências e 52º em Leitura, entre 89 países e economias avaliados em cada área.
Uma ressalva de método, porque ela importa: essas posições não estão na apresentação do Inep, que divulga médias e séries, não ranking. Elas vêm das tabelas internacionais da OCDE e foram conferidas em duas fontes independentes que trazem a mesma base de 89 países nas três áreas.
Feita a ressalva, vale separar de vez as duas posições que a cobertura do dia misturou:
| O que a posição mede | Leitura | Matemática | Ciências |
|---|---|---|---|
| Desempenho em 2025, entre 89 países e economias | 52º | 71º | 67º |
| Crescimento 2006–2025, entre mais de 50 países | 7º | 7º | 8º |
São perguntas diferentes. A primeira é “onde o Brasil está”; a segunda, “quanto o Brasil andou”. Quem lê só a segunda conclui que o país vai bem; quem lê só a primeira conclui que nada mudou. As duas linhas juntas dizem a verdade: o Brasil andou mais que quase todo mundo e continua quase no fim da fila — porque partiu de muito atrás e porque a maior parte da fila andou para trás.
Como foi o Brasil em Leitura no Pisa 2025?
Em Leitura o Brasil fez 408 pontos, resultado estatisticamente igual ao de 2009, 2012, 2015, 2018 e 2022 — e significativamente melhor que o de 2000, 2003 e 2006.
Ou seja: houve um avanço real, e ele aconteceu entre 2006 e 2009. De 393 para 412 em três anos, o único salto da série. De lá para cá, oito edições e nenhuma mudança que a estatística reconheça. O pico da série continua sendo 2018, com 413.
É também a área em que o Brasil chega mais perto: 58 pontos de distância, contra 92 de Matemática.
Vale registrar o que a OCDE apontou como tendência internacional, porque atinge exatamente o que uma editora de Língua Portuguesa e Produção de Textos produz: caem as habilidades de avaliar a confiabilidade de uma informação, conectar dados de fontes diferentes e ler criticamente — as três que a era da IA generativa torna mais necessárias. A leitura apressada, de passar os olhos sem processar, quase dobrou entre 2018 e 2025.
Localizar informação num texto é a competência que o Pisa vê estável. Avaliar e refletir sobre ela é a que está cedendo. É uma distinção que reorganiza o plano de aula: se a atividade de leitura termina em “o que o texto diz”, ela treina a parte que não está caindo. E é a mesma fronteira que aparece quando se pergunta o que significa, de fato, estar alfabetizado — decodificar não é compreender, e localizar não é avaliar. Vale para texto escrito e vale para imagem, terreno em que o letramento visual cobra exatamente essa segunda pergunta.
Como foi o Brasil em Matemática no Pisa 2025?
Em Matemática o Brasil fez 377 pontos — o pior resultado desde 2006 e estatisticamente inferior ao de 2012, quando o país marcou 389.
Esta é a frase mais dura do documento oficial, e ela não apareceu na maioria das manchetes. Matemática é a única das três áreas em que o Inep registra uma edição recente significativamente acima da atual. O Brasil não está parado em Matemática: recuou de um patamar que já tinha alcançado.
A série conta a história com clareza:
| Edição | Nota do Brasil | Situação em relação a 2025 |
|---|---|---|
| 2003 | 356 | significativamente abaixo |
| 2006 | 370 | empate técnico |
| 2009 | 386 | empate técnico |
| 2012 | 389 | significativamente acima — o pico |
| 2015 | 377 | empate técnico |
| 2018 | 384 | empate técnico |
| 2022 | 379 | empate técnico |
| 2025 | 377 | — |
O avanço de vinte anos em Matemática é de 7 pontos, de 370 para 377. É um número que não se distingue de zero: o próprio Inep marca 2006 como empate técnico com 2025. Dito de outro modo, em Matemática o Brasil não tem avanço estatisticamente comprovável em duas décadas.
A distância para a média da OCDE é de 92 pontos. Para dar escala a esse número sem recorrer a régua nenhuma de fora, basta usar o próprio ritmo brasileiro: 7 pontos em vinte anos. Mantido esse ritmo, fechar os 92 pontos que faltam para a média atual da OCDE levaria mais de dois séculos. Não é previsão, é o que a série diz sobre a velocidade de hoje.
E é uma conta que começa muito antes do Ensino Médio: o estudante que o Pisa avaliou em 2025 aprendeu a somar, a comparar quantidades e a ler um gráfico nos anos iniciais do Fundamental — a etapa cujo material está sendo escolhido agora, no PNLD 2027 dos anos iniciais.
Como foi o Brasil em Ciências no Pisa 2025?
Em Ciências o Brasil fez 409 pontos, a maior nota que o país já registrou na área desde que passou a ser avaliado nela, em 2006 — e a única das três em que 2025 é o melhor resultado da série.
Não é um salto: 409 é estatisticamente igual a 2009, 2012, 2015, 2018 e 2022. Mas é significativamente superior a 2006, e é o topo da curva. O avanço de +18 pontos em vinte anos coloca o Brasil em 8º lugar no ranking mundial de crescimento em Ciências.
Há um detalhe de método que vale citar: Ciências foi o domínio principal do Pisa 2025. A cada ciclo a OCDE elege uma área para aprofundar, com mais itens na prova e uma estimativa mais robusta. Foi Leitura em 2018, Matemática em 2022 e Ciências em 2025. Isso não explica o resultado, mas explica por que os dados de Ciências desta edição são os mais detalhados — e por que os itens divulgados pelo Inep, como a simulação de um corredor em clima quente, mostram melhor que qualquer definição o que o Pisa entende por competência: executar uma simulação, coletar dados numa tabela e escolher a conclusão que os dados sustentam.
A OCDE, aliás, não avalia só os 15 anos. O mesmo organismo mede desenvolvimento na primeira infância, e os resultados brasileiros dessa outra avaliação — em que só 14% das famílias leem regularmente para as crianças de 5 anos — descrevem o começo da trajetória que o Pisa fotografa dez anos depois.
O que o Brasil avançou no Pisa 2025?
Cinco avanços se sustentam nos dados oficiais.
1. Ciências no topo da série. 409 pontos, o melhor resultado brasileiro na área, com avanço significativo sobre 2006.
2. Leitura significativamente acima de 2006. 408 contra 393, e a menor distância para a OCDE já registrada pelo país em qualquer área: 58 pontos.
3. Entre os dez que mais cresceram, nas três áreas. Na comparação 2006–2025, o Brasil é o 7º em Leitura, o 7º em Matemática e o 8º em Ciências, numa lista de mais de 50 países.
| Área | 2006 | 2025 | Diferença | Posição no ranking de crescimento |
|---|---|---|---|---|
| Leitura | 393 | 408 | +15 | 7ª |
| Matemática | 370 | 377 | +7 | 7ª |
| Ciências | 390 | 409 | +18 | 8ª |
Convém ler essa tabela com o cuidado que ela pede. Ficar em 7º lugar num ranking em que a maior parte dos países caiu significa, em boa medida, ter caído menos. Não é o mesmo que subir muito.
4. Celular: a política escolar que mais mudou. Em 2025, 81% dos estudantes brasileiros estavam em escolas com restrição ao uso de celular. Em 2022 eram 37%. A média da OCDE é 49%. É o maior salto de qualquer indicador de contexto brasileiro entre duas edições, e reflete a implementação da Lei nº 15.100/2025. O Inep associa a medida a menor probabilidade de o estudante relatar distração digital. A regra do celular, porém, é só a camada mais visível de uma discussão maior sobre o que a escola regula e o que ela ensina — a mesma que atravessa o Estatuto Digital da Criança e a proteção de dados dentro da escola.
5. O vínculo com a escola melhorou. Apenas 16% dos estudantes brasileiros consideram a escola uma perda de tempo — contra 24% na média da OCDE e 6,9 pontos percentuais a menos que em 2022. Além disso, 72% dizem ter interesse por diversos assuntos e 59% afirmam se esforçar mais diante de desafios. E o dado que fecha o raciocínio: no Brasil, quem reconhece o valor da educação obtém em média 35 pontos a mais em Ciências que os colegas — impacto maior que os 27 pontos observados na média da OCDE. É um ativo que não nasce só dentro da sala: o que a família comunica sobre o valor da escola aparece aqui como resultado medido.
Some-se a isso o engajamento com a agenda ambiental, em que o Brasil supera a OCDE em todos os itens medidos: 84% acreditam poder gerar impacto positivo no meio ambiente, 87% confiam na força da ação coletiva, 77% dizem saber trabalhar em grupo por mudanças e 67% gostariam de contribuir para a proteção ambiental na futura carreira, contra 62% da OCDE.
O que o Brasil não avançou — e o que recuou?
Quatro problemas, em ordem de gravidade.
1. Matemática recuou em relação a 2012 e não avançou em 20 anos. É o único retrocesso estatisticamente comprovado da edição, e está no documento oficial.
2. Dezesseis anos de estagnação nas três áreas. Nenhuma média brasileira de 2009 em diante é estatisticamente diferente da de 2025. Toda a melhora mensurável do Brasil no Pisa aconteceu entre 2000 e 2009.
3. A aproximação com a OCDE é, em boa parte, queda alheia. Este é o ponto que a leitura de manchete perde. A distância encurtou 44 pontos em Leitura, 39 em Matemática e 36 em Ciências. Decompondo cada uma delas entre o que o Brasil subiu e o que a OCDE caiu:
| Área | Brasil subiu | OCDE caiu | Parcela devida ao Brasil |
|---|---|---|---|
| Leitura | +15 | −30 | 33% |
| Matemática | +7 | −32 | 18% |
| Ciências | +18 | −17 | 51% |
Em Matemática, quatro de cada cinco pontos de aproximação com os países ricos vieram da queda deles. Ciências é a única área em que o esforço brasileiro pesa mais que o recuo alheio — e ainda assim por pouco, 51% a 49%.
4. No teste digital, o Brasil está atrás de sete vizinhos. O domínio inovador de 2025 foi Aprendizagem no Mundo Digital, com dois construtos. O primeiro, Resolução de Problemas por meio de Ferramentas Computacionais (RPFC), já tem resultado. O segundo, Processos de Aprendizagem Autorregulada, só será divulgado em 2027.
O Brasil fez 406 pontos, contra média internacional de 500. Ficou atrás de Chile (466), Uruguai (462), México (453), Costa Rica (452), Peru (436), Colômbia (432) e Equador (422). A Coreia lidera com 538.
O que o RPFC mede não é familiaridade com aparelho. É conduzir experimentos, analisar dados e construir e corrigir artefatos computacionais — decompor um problema, montar uma sequência de instruções, testar, achar o erro e consertar. A geração mais conectada da história brasileira fez 94 pontos abaixo da média internacional nessa habilidade, ao mesmo tempo em que 81% dela estuda em escola que restringe o celular.
As duas coisas não se contradizem. Elas dizem, juntas, a mesma frase: conviver com tecnologia não ensina a resolver problemas com tecnologia. Isso se ensina, com objetivo, sequência e material — que é exatamente o que as diretrizes de IA na educação aprovadas pelo CNE chamam de tratar o letramento digital como aprendizagem, e não como ferramenta. Para o Ensino Médio, este ebook gratuito sobre Educação Digital organiza a discussão em sequência didática. E convém não confundir suporte com competência: ler em tela também forma leitor, desde que a mediação exista — o problema nunca foi o dispositivo.
Quem fez a prova do Pisa 2025 no Brasil?
Participaram 30.140 estudantes brasileiros de 15 anos, representando uma população de 2.184.650 jovens. A prova foi aplicada por computador entre abril e maio de 2025.
| Variável | Recorte | % da amostra ponderada |
|---|---|---|
| Rede | Estadual | 72,4% |
| Privada | 15,4% | |
| Municipal | 9,2% | |
| Federal | 3,1% | |
| Localização | Urbana | 95,9% |
| Rural | 4,1% | |
| Área | Interior | 78,1% |
| Capital | 21,9% | |
| Ano escolar | 1ª série do EM | 55,4% |
| 2ª série do EM | 29,3% | |
| 9º ano do EF | 10,4% | |
| 8º ano do EF | 3,2% | |
| 7º ano do EF | 1,3% |
Essa tabela guarda um dado que raramente é comentado: cerca de 15% dos estudantes brasileiros de 15 anos ainda estavam no Ensino Fundamental quando fizeram a prova — 10,4% no 9º ano e quase 5% no 8º ou no 7º. O Pisa avalia por idade, não por série, e por isso mede a distorção idade-série junto com a aprendizagem. Um em cada sete avaliados está atrás do fluxo esperado.
É também por isso que a decisão pedagógica dos anos finais do Fundamental aparece nesta foto. O estudante que o Pisa avaliou em 2025 estava no 6º ano por volta de 2021.
O Pisa mede o mesmo que o Saeb e o Ideb?
Não, e confundir os dois leva a decisão errada dentro da escola. O Saeb avalia a rede brasileira com base na BNCC, devolve resultado por escola e alimenta o Ideb; o Pisa avalia jovens de 15 anos com uma matriz internacional comum, devolve resultado por país e permite comparar sistemas.
Consequência prática: o Pisa não serve para diagnóstico local. Nenhuma escola recebe sua nota. Para planejar intervenção, o dado é o do Saeb — o mesmo que está sendo analisado nas escolas no Dia D do Ideb desta semana. O Pisa serve para calibrar prioridade e para dizer em que direção o problema é nacional.
O que a escola faz com isso na segunda-feira?
Cinco movimentos que cabem no que a escola já faz, na ordem em que os dados os justificam.
- Tratar Matemática como emergência, não como área fraca. É a única com retrocesso estatístico comprovado. Não é uma questão de “melhorar aos poucos”: é recuperar um patamar de 2012 que já foi alcançado uma vez.
- Trocar a segunda pergunta de leitura. O que está caindo internacionalmente é avaliar informação e cruzar fontes. Toda atividade que hoje termina em “o que o texto diz” pode ganhar um segundo tempo: quem escreveu, com que interesse, e o que outro texto diz sobre o mesmo fato. Isso mexe na atividade, não no currículo.
- Colocar pensamento computacional no plano, com progressão. Os 406 pontos do RPFC dizem que o uso cotidiano de aparelhos não se converte em capacidade de resolver problemas. Isso exige sequência e material, em todas as áreas — e exige professor formado, o que hoje tem caminho gratuito e certificado nos cursos de IA e tecnologia do Avamec.
- Aproveitar o que já está bom. O vínculo dos estudantes brasileiros com a escola é melhor que o da média da OCDE, e vale 35 pontos em Ciências. É um ativo raro: a maior parte dos sistemas está tentando reconstruir exatamente isso.
- Olhar os anos finais do Fundamental. É onde o resultado de 2025 foi formado, e é a etapa em que 15% dos avaliados ainda estavam.
Onde consultar os dados originais
A apresentação oficial PISA 2025 — Resultados Brasil e o Relatório Nacional ficam na página do Pisa no Inep e na seção de resultados, que reúne todas as edições desde 2000 — útil para montar a série histórica com a turma. Os relatórios internacionais estão no portal da OCDE.
Mais análises de política educacional, avaliação e prática de sala de aula no
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👉 prosanova.com.br/blog
Perguntas frequentes
Qual foi a nota do Brasil no Pisa 2025?
408 pontos em Leitura, 377 em Matemática e 409 em Ciências. As médias da OCDE foram 466, 469 e 486. No domínio inovador de resolução de problemas com ferramentas computacionais, o Brasil fez 406 contra 500 da média internacional.
Em que posição o Brasil ficou no ranking do Pisa 2025?
Em 71º lugar em Matemática, 67º em Ciências e 52º em Leitura, entre 89 países e economias em cada área. Essa é a posição de desempenho, e não deve ser confundida com a de crescimento: no ranking de quanto cada país avançou entre 2006 e 2025, o Brasil é 7º em Leitura e Matemática e 8º em Ciências, entre mais de 50 países. As posições de desempenho vêm das tabelas da OCDE; a apresentação do Inep não publica ranking.
O Brasil melhorou ou piorou no Pisa 2025?
Depende da área e do período. Em Ciências, 409 é a maior nota da série brasileira e é significativamente superior à de 2006. Em Leitura, 408 é significativamente superior a 2006, mas igual a tudo desde 2009. Em Matemática, 377 é o pior resultado desde 2006 e estatisticamente inferior ao de 2012 — é o único retrocesso comprovado da edição.
O que significa um ponto vazado no gráfico do Inep?
Significa que a média daquele ano não é estatisticamente diferente da de 2025 — um empate técnico. O Inep usa ponto cheio quando a diferença é significativa e ponto vazado quando ela cabe dentro da margem de erro. Nas três áreas, todos os anos de 2009 em diante são pontos vazados: o Brasil não registra mudança estatisticamente comprovável há dezesseis anos.
Por que dizem que o Brasil se aproximou dos países ricos?
Porque a distância caiu de fato: de 102 para 58 pontos em Leitura, de 131 para 92 em Matemática e de 113 para 77 em Ciências, entre 2006 e 2025. O que a manchete costuma omitir é a origem dessa aproximação. Decompondo, o Brasil subiu 15, 7 e 18 pontos, enquanto a OCDE caiu 30, 32 e 17. Em Matemática, portanto, 82% da aproximação vem da queda da OCDE, que registrou em 2025 a menor média já observada nas três áreas.
O que é o domínio inovador do Pisa 2025?
É a área nova de cada edição. Em 2025 foi Aprendizagem no Mundo Digital, com dois construtos: Resolução de Problemas por meio de Ferramentas Computacionais, cujos resultados já saíram, e Processos de Aprendizagem Autorregulada, que só será divulgado em 2027. O primeiro mede conduzir experimentos, analisar dados e construir e corrigir artefatos computacionais — não familiaridade com aparelhos.
Quem fez a prova do Pisa no Brasil?
30.140 estudantes de 15 anos, representando 2.184.650 jovens, avaliados entre abril e maio de 2025, todos por computador. 72,4% estudavam na rede estadual e 15,4% na rede privada; 95,9% em área urbana e 78,1% no interior. Cerca de 85% cursavam a 1ª ou a 2ª série do Ensino Médio e cerca de 15% ainda estavam no Ensino Fundamental.
Qual foi o domínio principal do Pisa 2025?
Ciências. A cada ciclo a OCDE elege uma área para aprofundar, com mais itens de prova e estimativa mais robusta: foi Leitura em 2018, Matemática em 2022 e Ciências em 2025. Por isso os dados de Ciências desta edição são os mais detalhados.
O Pisa mede o mesmo que o Saeb e o Ideb?
Não. O Saeb avalia a rede brasileira com base na BNCC, devolve resultado por escola e alimenta o Ideb; o Pisa avalia jovens de 15 anos com matriz internacional e devolve resultado por país. Nenhuma escola recebe sua nota do Pisa. Para planejar intervenção local, o dado é o do Saeb; o Pisa serve para calibrar prioridade nacional.
Fontes
- Inep — PISA 2025: Resultados Brasil, apresentação oficial, setembro de 2026. Fonte de todos os números de nota, série histórica, significância estatística, amostra, domínio inovador e informações contextuais.
- Inep — página do Pisa
- Inep / Agência Gov — “Pisa: Brasil está entre os países que mais avançaram em educação nos últimos 20 anos”, 08/09/2026
- Agência Brasil — “Pisa: Brasil reduz diferença para países ricos no desempenho escolar”, 08/09/2026
- CNN Brasil — “Pisa 2025: Brasil está abaixo de média mundial em aprendizado”, 08/09/2026 — posições no ranking e declaração da OCDE
- Lei nº 15.100/2025 — restrição ao uso de celular na educação básica






































