TANAHORA

 

Alguém já disse que “os artistas são as pessoas mais motivadas e corajosas sobre a face da
terra; lidam com mais rejeição do que a maioria das pessoas encara durante uma vida toda.”
Verdade verdadeira, como se diz por aí, né? Mas quem poderia imaginar que, no início deste
século – sim, estamos ainda no início! -, viveríamos um momento tão frustrante, amargo e
complicado como este? Todos os artistas, com certeza, têm e terão muitas histórias pra contar
sobre esses tempos sombrios!

Eu dirijo há seis anos e meio o TANAHORA, grupo de teatro formado por alunos da PUCPR.
Vejam só: para comemorar os quarenta anos de sua fundação, neste 2020, desde o segundo
semestre do ano passado ensaiávamos AUTO DA COMPADECIDA, do grande Ariano Suassuna.
Exatamente o mesmo texto que, em 1980, fez nascer o “TáNaHora”. Lineu Portela,
profissional conhecido na capital, egresso do grupo de teatro do antigo CEFET, conseguiu
juntar um punhado de gente empolgada com as artes cênicas e, assim, veio ao mundo um
novo grupo universitário na cidade de Curitiba, mas com a ideia de fazê-lo conhecido não só no
meio acadêmico. Sim, haveria aqui teatro feito por estudantes – para quem estivesse a fim de
conferir -, de maneira constante e de qualidade, com a chancela da então Universidade
Católica do Paraná, que comprou a ideia de imediato e a fez crescer! Bem, o grupo está aí até
hoje, e, antes de mim, teve na direção também o querido Laercio Ruffa, que comandou os
trabalhos por vinte e cinco anos e, precocemente, partiu para o andar de cima em 2013!

Para nossa tristeza, não nos foi possível estrearmos a nossa montagem do AUTO em maio
passado! O espetáculo já tinha tudo certo para apresentações no Teatro Paiol e em outros
espaços do Grupo Marista. Também para a comemoração da data, aconteceriam,
simultaneamente, exposição e lançamento de E-Book contando a trajetória do grupo. Nada
disso foi definitivamente descartado, pois temos a esperança de que essa coisa toda vai passar
e, muito em breve, estaremos de volta e a todo vapor! Evoé!!!

Chico Nogueira
Diretor do TANAHORA – Grupo de Teatro da PUCPR

Arte parada no ar | Fernando Koproski

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Fernando KoproskiO ano em que a Terra parou   a única razão de escrever um poema agora seria se este poema conseguisse alimentar e curar vocês que têm fome e enfermidades será que este poema consegue fazer isto? será que este poema consegue pegar minha filha pela...

Arte parada no ar | Luiz Felipe Leprevost

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Arte parada no ar | Maringas Maciel

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Arte parada no ar | Montenegro Produções

Arte parada no ar | Montenegro Produções

Montenegro Produções Iniciamos 2020 com uma equipe de mais de 30 profissionais envolvidos direta ou indiretamente nos projetos culturais que seriam realizados durante o ano. Por sua formatação em 10 ou 12 meses, característica dos nossos produtos, conseguimos abrir...

Arte parada no ar | Benedito Costa Neto

Arte parada no ar | Benedito Costa Neto

Benedito Costa NetoSou o Benedito Costa Neto, escritor, professor, crítico. Meu trabalho está parado no ar. A escrita pode ser fuga, restauração, grito, mas também pode ser silêncio. É bom quando o silêncio é uma escolha e não uma mordaça. Admiro muito quem possa numa...

Arte parada no ar | Trupe Periferia

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Trupe PeriferiaAntes que seja tarde, mais uma vez Hoje (25/06/2020) seria dia de estreia de "Meninos da Rua XV", o novo espetáculo da Trupe Periferia (os ensaios iriam começar em março). Aprovado pelo fundo municipal de cultura, traz no elenco jovens de diversas...

Manifesto
Arte parada no ar

 

O perigo vem pelo ar
O simples respirar é um risco
Estamos em suspenso
Atônitos
Parados

Se antes ofegantes
pelos tempos sombrios da política,
agora interrompemos a inspiração
Nosso ofício
marcado pelo encontro de pessoas
parou

Artistas isolados
Os primeiros a parar
Sem saber quando poderemos voltar

Nossos palcos cobertos de poeira
Refletores no escuro
Exposições com quadros no chão
Músicos sem plateia
Picadeiros sem graça
Sapatilhas guardadas 
Livros inéditos
Câmeras desligadas

Registramos nosso momento em imagens e textos.
Criamos, sim, dentro dos limites deste novo normal
que ainda não imaginamos
nem nas distopias mais futuristas

Um rascunho
Um ensaio aberto
Um improviso

Um respiro
mediado por telas digitais
e máscaras

Arte parada no Ar
Um retrato
e um desabafo
de criadores que resistem

Arte parada no ar é um manifesto em construção.
Nossa inspiração vem do texto “Um grito parado no ar”, de Gianfrancesco Guarnieri. A peça estreou em 1973 em Curitiba, com direção de Fernando Peixoto. A obra driblou a vigilância da ditadura de então ao usar de uma linguagem metafórica para discutir os problemas sociais. O drama fala sobre as dificuldades de se fazer arte em um tempo de repressão.

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